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Meu Caminho_ Páscoa 2022


Trilha do Mirante de onde se avista o Forte de Brumadinho

Acordei cedinho, arrumei minha mochila com água, uvas, fone de ouvidos, chapéu e fui caminhar até o mirante, de onde se avista o Forte de Brumadinho. Hoje fui sozinha. Não tinha outro lugar onde gostaria de estar nesta manhã de domingo. Foram 12 quilômetros, o céu estava azul, o vento beijava o rosto e atrapalhava os cabelos que queria deixar soltos. Estava tão bom. Quando cheguei ao mirante escolhi um lugar para me assentar e desfrutar do silêncio, da vista e das uvas. Meu coração está tranquilo, as pernas mais fortalecidas e uma alegria de que em breve irei realizar um sonho. Não sei o que o meu Caminho me reserva, talvez encontre o que busco, talvez não. Talvez encontre o que nem imagino. Mas a vida é assim, o que ela quer da gente é coragem. Essa coragem que um dia fez parte de mim e eu a perdi em algum momento. Coragem de viver, de voltar a me arriscar, de amar, de seguir o coração. E é o que farei logo logo.

O caminho começa muito antes da caminhada. O meu começou quando decidi embarcar neste sonho há muito tempo guardado. Na chegada da credencial de peregrino, na escolha do que levar na mochila. Do peso que estou disposta a carregar. Da decisão de deixar a câmera para trás (Algo difícil para uma fotógrafa), de levar meu óleo essencial de melaleuca e meu estradiol para menopausa e usar a mesma calça todos os dias. São escolhas que preciso fazer antes de começar a caminhar. Nada impede de deixar alguns pesos pelo caminho, se assim desejar.

Usarei este post para fazer uma provocação ao @besantanna do podcast Eu Caminho. O que faz o meu Caminho? O trajeto, os quilômetros caminhados, a busca, o objetivo?

Farei um trecho do Caminho Português, muito longe de completar os 853 km do Caminho Francês. Isso faz o meu caminho menos poderoso?

Carol a caminho do Porto!

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