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o que aprender com os ipês

"O que a memória ama fica eterno", já dizia Adélia Prado.



Hoje acordei cedo como de costume, mas meu corpo queria ficar mais um pouco na cama. Meus últimos dias foram agitados. Voltei a Ouro Preto depois de muito tempo, essa cidade faz um bem danado a minha alma. Fotografei Danilo Caymmi cantando e contando casos de Dorival e foi tão lindo. Reencontrei amigo queridos, bebi vinho sob arvores. Vi o mais lindo pôr do sol que pintou o céu todo de vermelho.

Hoje completam 30 dias que cheguei em Santiago de Compostela, sinto um aperto no coração de pensar que o sentimento que tomou conta de mim nos últimos dias vá se evaporando, apesar de existir em mim o maior desejo do mundo que continue pulsando. Talvez por isso as fotos que fiz quando saia de Ouro Preto do Ipê rosa, que fica no pátio do Colégio Arquidiocesano, possam me ajudar a explicar o que se passa dentro mim.

Assim como o Ipê que floresce no seco inverno porque tem raizes profundas que possibilitam extração de água em condições de seca extrema. E é isso que quero aprender com os ipês, sempre poderei buscar alimento no profundo de minha alma, porque tudo que vivi estará ali, sempre. Poderei voltar aqueles momentos e lugares, basta fechar os olhos e respirar profundo. Como disse Adelia Prado “O que a memória ama fica eterno”. Viva Caymmi, viva os ipês e as memórias que seguirão em mim.





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