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O tempo voa...

Atualizado: 3 de abr. de 2023


Rio de Janeiro, Skank, Monet e a finitude. Assim foram meus últimos dias de março de 2023. Voltei ao Rio com duas amigas, talvez, essa tenha sido uma das melhores viagens que fiz ao Rio. Talvez porque esteja bem comigo mesma. Talvez porque eu não gostaria de estar em outro lugar, que não no agora. Porque voltei a usar biquíni apesar da cicatriz que tenho na barriga, apesar das gordurinhas que não perco nem com detox vegano. Mas isso não tem mais importância. Recebo a brisa que o mar sopra, de peito aberto, e agradecida por tudo que tenho, e não é pouco. Na volta do Rio, fui ao Mineirão para o último show do Skank. Foi poderoso, foi feliz, foi dançante, foi emocionante e um pouco triste, pela constatação da finitude da vida, das bandas, dos relacionamentos, das amizades, do que é bom.

Evoco Rubem Alves para falar de eternidade, tempo e felicidade.

"Eternidade não é o tempo sem fim. O tempo sem fim é insuportável. Já imaginaram uma música sem fim, um beijo sem fim, um livro sem fim? Tudo que é belo tem de terminar. Tudo o que é belo tem de morrer. Beleza e morte andam sempre de mãos dadas. Eternidade é o tempo completo, esse tempo do qual a gente diz: "Valeu a pena". Não é preciso evolução, não é preciso transformação: o tempo é completo e a felicidade é total. É claro que isso, como diz Guimarães Rosa, só acontece em raros momentos de distração. Não importa. Se aconteceu, fica eterno. Por oposição ao "nunca mais" do tempo cronológico, esse momento está destinado ao "para todo o sempre". Compreendi, então, que a vida é uma sonata que, para realizar a sua beleza, tem de ser tocada até o fim. Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência completa que está destinada à eternidade. Um único momento de beleza e amor justifica a vida inteira." Obrigada, Rubem Alves. E onde entra Monet neste mês de março de 2023? Em uma exposição imersiva com as mais belas obras do impressionista francês que nos acalma a alma com cores e beleza. E como ele mesmo disse "O que mais preciso de tudo é cor, sempre, sempre" e que adoraria pintar como o pássaro canta. Esse gênio é Claude Monet, senhoras e senhores. O tempo voa, num piscar de olhos tudo acaba, é breve nossa passagem pela Terra. Então,

precisamos fazer valer a pena. Carol, 02 de abril de 2023.

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